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24 de outubro de 2009

Páginas em branco com um punhado de pó

Sentei-me e observei o ambiente em meu redor. Vi que era cheio de nada, mas que me transmitia uma sensação de plenitude, cheio de memórias velhas que agora não passam disso mesmo:memórias...pó!
Sentei-me e observei este lugar. Um livro em branco que tem muito para dizer mas que não diz nada porque ainda ninguém içou uma caneta para escrever sobre temas banais, corriqueiros ou cliché. Encher páginas em branco de rabiscos e sinais que ninguém entende. Sentei-me e observei.
Respirei fundo e lancei-me para um abismo em branco. Um abismo que ninguém sabe onde começa e onde toda a gente sabe onde acaba: na profunda morte das memórias. Um abismo onde no fundo as ondas se matam contra as ondas rochosas do Nada, do Ser e do Existir.
Um abismo branco, mas que no fundo se enche de escuridão. Sentei-me e pensei no que significaria esse abismo: VIDA.
Sim, pensei sobre isso. O que significaria a vida, onde começaria e onde acabava. Mas a vida não passa de uma folha em branco que está por escrever, que começa no Nada e acaba no mesmo ponto sem retorno: Nada!

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